Pouco mais de 10 mil curitibanos usufruem do privilégio de residir no bairro Vila Izabel. Situada entre Portão, Santa Quitéria, Seminário e Água Verde – algumas das localizações mais cobiçadas da capital – a Vila Izabel ostenta a fama de lugar acolhedor e muito tranquilo para viver.
De acordo com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), o bairro reúne 434 estabelecimentos comerciais, 90 indústrias e mais de 370 pontos de prestação de serviços. Entretanto, a maior parte desta “agitação”, está concentrada nas grandes avenidas, República Argentina, Água Verde e Arthur Bernardes; as demais ruas são arborizadas e essencialmente residenciais.
Distante somente 4km do Centro de Curitiba, o Vila Izabel preserva características raras em outros bairros, como a posibilidade de passear pelas ruas ou de encontrar famílias inteiras residindo na vizinhança.
O que diz a história
Inicialmente, os terrenos da região formavam o bairro Santa Quitéria, que era então uma mata onde se reuniam caçadores e pescadores. Anos mais tarde, a Vila passou a comportar trilhas, que levavam à estrada entre Curitiba e Ponta Grossa, e fizeram da região ponto de parada dos tropeiros. Esses viajantes foram responsáveis por intensificar as atividades comerciais e, assim, impulsionaram o desenvolvimento do bairro.
Além de histórias, a Vila é rica em curiosidades, como o nome das suas ruas. As de sentido Norte e Sul receberam nomes de aldeias indígenas, por exemplo: Tamoios, Tabajaras, Parintins. Para as ruas de sentido Leste e Oeste, nomes de professores foram escolhidos – Álvaro Jorge, Ulisses Vieira, Dário Velozzo. O professor Dário Velozzo, inclusive, é o idealizador de um marco bastante inusitado na Vila Izabel. Ele foi o criador, em 1909, do Instituto Neo-Pitagórico, cuja sede mundial, em estilo grego clássico, foi construída no bairro em 1918. O Instituto Neo-Pitagórico foi inspirado pelas idéias do famoso filósofo grego e trabalha pela valorização da cultura e da paz.