A hora de construir uma casa é um momento delicado e de muita atenção. São inúmeras dúvidas e questões que nem sempre são fáceis de resolver. A construção em condomínios fechados, por exemplo, requer muito estudo e conhecimento do local da obra e dos requisitos solicitados pela administradora do empreendimento. Nessas horas é preciso ficar atento ao conceito do condomínio.
Você deve estar pensando: mas como saber qual a construção mais adequada ao condomínio? Uma casa de campo? Uma casa de praia?
Conversamos com a arquiteta Scheila Michaelsen para saber mais sobre dicas e ideias para as construções. Para ela, antes de mais nada, é preciso observar as normas e parâmetros construtivos estabelecidos.
“Estas normas tem como objetivo estabelecer um padrão de construção e estética para as casas do condomínio. As normas geralmente são bastante genéricas, deixando espaço para a criatividade dos arquitetos que irão projetar as residências do condomínio”, afirma.
Vejamos um modelo: o condomínio Reserva Camboriú Yacht & Golf (Camboriú/SC). Ele tem o conceito de ser um lugar para morar e, ao mesmo tempo, combater o estresse em um espaço em contato com a natureza e com os confortos da vida moderna. Além de ser um dos únicos condomínios do Sul do país com Campo de Golf e acesso náutico. É o exemplo do local perfeito para dar asas a imaginação na hora de construir a sua residência.
Construção na prática
O primeiro passo é encontrar um arquiteto que entenda o que você busca. Ele irá desenvolver um projeto que seja “a cara do dono”, integrando as suas ideias às reais necessidades de uma casa. “A sinergia entre o arquiteto e o proprietário deve ser muito grande. A fase de entrevistas e pesquisa, na minha opinião, é a mais importante para o desenvolvimento de um bom projeto. Nesta fase preliminar é estabelecida a linguagem arquitetônica, espaços e compartimentos importantes, cômodos e áreas da casa que deverão ser mais valorizados, área construída aproximada, entre outros pontos importantes”, explica Scheila.
A natureza ao redor do condomínio também deve ser levada em consideração na hora do projeto. Uma casa com muitas janelas, aberturas e varandas, além de tornar a natureza visível, auxilia a ventilação da residência. Observar a orientação do sol é crucial. Os quartos devem ser posicionados na face leste ou norte, para que incidência solar seja maior na parte da manhã, “esfriando” na parte da tarde e criando uma temperatura mais amena no período noturno, quando de fato o ambiente será ocupado.
“O uso de um pé-direito mais alto também auxilia muito na redução do calor, facilitando a circulação de ar dentro da casa. Outra medida fácil e indicada pela One Degree Less (Um Grau a Menos), num estudo realizado pela Green Building Council Brasil, revela que é possível diminuir a temperatura do interior das construções pintando as paredes e o telhado com cores claras”, informa. Segundo a pesquisa, a pintura de telhados e lajes superiores com cores claras reduz a temperatura no interior das edificações em cerca de 6ºC, já que o branco reflete até 90% dos raios solares, enquanto a telha cerâmica comum absorve a mesma porcentagem de calor.
E claro, é preciso ficar atento à etapa da construção. Evitar o desperdício de materiais e o lixo gerado na obra é a chave de um projeto bem finalizado e dentro do orçamento inicial. Quanto mais informações a equipe que irá executar a obra receber do projetista, menor é a chance de “quebra” dos materiais, ou seja, a compra é feita na quantidade exata.
“Modulação do projeto dos revestimentos como pisos, azulejos e pastilhas, utilização de forma metálicas para o concreto, coleta seletiva e elaboração de um manual e plano de gerenciamento dos resíduos, utilização de tintas a base de água (sem solventes), são algumas medidas simples que podem ajudar a reduzir o lixo gerado pela obra e aumentar o desempenho, vida útil e durabilidade da construção”, finaliza a arquiteta.