O calor e o sol do verão pedem que as pessoas exibam mais a sua pele. Roupas curtas, regatas, biquínis e maiôs, tudo o que se veste parece que fica mais bonito quando se está bronzeado. Mas é preciso tomar certos cuidados na estação mais quente do ano para que o bronzeado não se torne uma dor de cabeça e ainda ponha em risco a sua saúde.
Usar filtro solar é um cuidado básico que deve ser tomado mesmo que o sol não apareça. Mas, com tantas opções no mercado, como saber o filtro ideal para cada tipo de pele? Segundo a dermatologista Lauren Morais da Clínica Graf Guimarães, o fator de proteção indicado para a maior parte das pessoas é o 30, exceto nos casos nos quais a pessoa está em tratamento com ácidos na pele, tem história de câncer de pele ou tem uma doença sensível ao sol, como lúpus eritematoso.
Para as peles secas o ideal é utilizar protetores em creme, que protegem e hidratam a pele. Já para as peles oleosas e com tendência a acne deve utilizar protetores em gel, gel-creme, loção ou fluidos. As crianças e pessoas alérgicas devem preferir produtos hipoalergênicos, sem fragrância ou corantes e livres de ácido 4-aminobenzóico, também conhecido como PABA e presente em alguns protetores. – Lauren Morais, Dermatologista Clínica Guimarães.
Outro cuidado que pode ser tomado durante a exposição ao sol, é com o manuseio de certos produtos que podem provocar queimaduras, como o limão, laranja, tangerina, figo, cenoura, alho e cebola. É importante sempre lavar bem as mãos com água e sabão após utilizá-los. Mistura caseira para acelerar o bronzeado, seja qual for a receita, não é indicado, assim como banhos de ervas também podem conter algumas substâncias que não combinam com o sol.
A dermatologista Lauren Morais alerta ainda sobre medicamentos que não nos damos conta do risco que oferecem à nossa pele, quando exposta ao sol. “Analgésicos com dipirona, antibióticos com tetraciclina e sulfa, alguns antialérgicos e diuréticos, por isso sempre é importante perguntar ao seu médico se os remédios tomados são sensibilizantes”, explica.
Mas mesmo com os alertas, há quem exagere na dose diária de sol e ao invés de conseguir um corpo dourado, ganha um vermelhão. A dermatologista explica que em casos de queimaduras solares o primeiro passo é identificar o tipo de queimadura. “Nos casos de 1º grau, onde há apenas vermelhidão e ardência, pode se fazer compressas ou banhos frios, hidratação da pele e via oral com bastante água. Em casos de dor intensa pode se utilizar analgésicos comuns. Nos casos com bolhas, o ideal é consultar um médico, pois conforme o caso será necessário medicações e cuidados específicos”, afirma.
O importante é lembrar que aquelas casquinhas que se formam não devem ser arrancadas, pois podem resultar em manchas no local. Usar formulações caseiras também podem causar a piora da ardência e até mesmo alergias.
Praia e Piscina
Na praia, dois fatores aumentam a chance de exagerar na dose de sol: a brisa do mar que diminui a sensação térmica e aumenta a tolerância ao sol, e a areia que reflete 20% da radiação UVB.
Então seja na praia ou piscina evite os horários entre 10h e 16h, aplique protetor solar 30 minutos antes da exposição e repita a cada 2 horas ou a cada 40 minutos quando entrar na água. Medidas de foto-proteção como chapéu, boné, guarda-sol ou tenda de lona ao invés dos de nylon são sempre bem-vindas.