Foi-se o tempo que a única bolsa que chamava a atenção das mulheres era a de couro ou grife. As mulheres estão se tornando cada vez mais independentes financeiramente. Isso não quer dizer que elas estão “ficando para a titia”, nem que estão com o discurso feminista afiado, e sim que as mulheres perderam o medo de movimentar o seu dinheiro, partindo para a prática de aplicações, investimentos, ações, compra e venda.
Uma pesquisa realizada pela empresa Sophia Mind, revelou que 46% das brasileiras têm algum tipo de investimento financeiro. Para 33% delas, o valor poupado é de até 10% da renda anual. E o perfil das investidoras é bastante variado, mudando de acordo com a idade, a região, a escolaridade e renda familiar.
A economista de 26 anos Mariana Prates é um exemplo. Ela nos conta como começou a investir. Mariana também escreve artigos e dá dicas de investimentos no blog Dinheirama e ainda, fundou o Clube de Meninas com Dinheirama.
“No meu primeiro estágio, eu acompanhava as aplicações financeiras dos meus chefes e achei o máximo a forma que eles acompanhavam suas finanças pessoais. Aprendi e adaptei às minhas. Em pouco tempo já estava com um dinheirinho guardado. Como estava na faculdade e muitos colegas do curso já aplicavam na Bolsa de Valores, procurei mais informações e comecei também. Meu namorado na época e um tio juntaram algumas economias e me entregaram para eu aplicar para eles e assim aprendi muito”. - Mariana Prates
Segundo Mariana, as mulheres são mais conservadoras, por isso aplicam mais em poupança ou fundos de renda fixa. “Mas essa realidade está mudando e já aplicamos em investimentos mais arrojados, como ações”.
As mulheres investem também em imóveis devido a cultura brasileira e por serem investimentos de baixo risco.
Mariana nos conta que a ideia de fundar o Clube de Meninas com Dinheirama surgiu quando escrevia sobre finanças para as mulheres. “Comecei a escrever no Dinheirama e achei que seria muito legal abrir um clube de investimento para nossas leitoras, com investimento inicial baixo, de cem reais, para que todas pudessem participar e aprender mais. O sucesso foi tão grande que deixamos os meninos entrarem também”.
Mas para quem pretende começar a investir, independente de homem ou mulher é preciso se organizar. Separar um pouquinho assim que recebe o salário é uma forma bastante eficaz. “Não tenha vergonha de começar com pouco. Vá juntando o quanto puder todo mês, nem que seja dez reais. Separe esse dinheiro e, quando atingir o valor mínimo do investimento que quer fazer, vá lá e invista. Lembre-se que muitos fundos o valor mínimo inicial é pequeno, como cem reais e a poupança, por exemplo, não possui cota mínima”, finaliza Mariana.
Você faz algum tipo de investimento? Conte para nós como começou.