Comprar um imóvel sem dúvida é uma grande conquista para a maioria dos brasileiros, por isso temos no Brasil hoje, uma série de facilidades que ajudam na concretização dos sonhos de muita gente. É o caso do uso do FGTS na compra de um imóvel.
Há quase 30 anos, 8% do salário de todo trabalhador com contrato formal regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) são destinados para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS. O sistema foi criado para garantir proteção financeira aos brasileiros demitidos sem justa causa. No entanto, não é preciso perder o emprego para ter acesso aos recursos do fundo. Alguns trabalhadores podem utilizar o valor acumulado para comprar um imóvel residencial, desde que atendam a algumas exigências da Caixa Econômica Federal, a gestora dos recursos.
Ter no mínimo 3 anos de contribuição na carteira e não ter nenhum tipo de imóvel, seja residencial, comercial ou terreno em seu nome, são algumas das exigências básicas para iniciar o processo para saque do benefício.
Quem pretende construir em um terreno no qual é proprietário, está autorizado a usar o dinheiro acumulado do FGTS. No entanto, como a regra não permite a liberação do fundo para donos de imóveis, é preciso comprovar que não há nenhuma edificação no lote, apresentando o carnê do Imposto Predial Territorial Urbano, o IPTU.
O valor sacado também pode ser utilizado para dar como entrada do empreendimento, assim como os recursos que forem depositados posteriormente também poderão ser sacados a cada dois anos. Mas é importante ressaltar que o dinheiro do FGTS não pode ser utilizado para quitar prestações atrasadas. Por isso estude propostas, veja as possibilidades de financiamento e organize-se para que tudo saia dentro do planejado.
Teófilo Ferreira Morais, Gerente de novos negócios do Grupo Thá, explica em qual ocasião é melhor utilizar o FGTS do que um financiamento para a compra do imóvel.
“Investir o FGTS acumulado na compra do primeiro imóvel é uma forma de aplicar melhor o valor disponível, visto que a valorização do imóvel certamente supera a valorização do dinheiro nos cofres públicos. Além disso, certamente o investimento torna-se ainda mais interessante quando considerado os juros a serem pagos sobre o empréstimo contraído nas instituições financeiras.”
- Teófilo Ferreira Morais.
Segundo o gerente a vantagem dessa negociação é que, mesmo quem dispõe do recurso suficiente para pagar a entrada, as prestações durante a obra e as parcelas do financiamento, deve considerar a possibilidade de sacar o FGTS para a compra do primeiro imóvel, e seguir com a prática a cada dois anos. “Com isso, vai poder dispor do valor e investir de forma a proporcionar muito mais rentabilidade, em virtude do grande potencial de valorização do imóvel na planta entre o período de lançamento e a entrega das chaves”, finaliza.
Dica:
Confira o link http://www.portalbrasil.net/indices_fgts_jam_2009.htm para verificar a taxa de correção do FGTS 3% ao ano, muito inferior aos 20, 25 e até 30% verificados na valorização do imóvel na planta na região de Curitiba.