Ninguém vive sozinho. Essa é a aposta das grandes construtoras. Os residenciais lançados de tempos para cá apresentam muito mais que um salão de festas para as comemorações em família. Hoje em dia, a configuração dos empreendimentos agrada diversos gostos e possibilita mais integração entre os vizinhos.
Os chamados espaços de convivência são a prova disso. Espaços gourmet, Espaço Pet, playgrounds e praças são projetados para que haja uma convivência agradável entre os moradores. Essa preocupação começa quando o empreendimento ainda está no papel, pois algumas coisas devem ser levadas em conta para que tudo saia perfeito.
Um projeto paisagístico por exemplo, deve atender a todas as idades, isto é, toda família deve ser contemplada. Para isto, utiliza-se espaços cuja denominação já indica o público-alvo, como espaço kids, salão de festas infantil, espaço teens, etc. Segundo Daniel Dillenburg, da Takeda Arquitetos, estas áreas devem atender não somente aos usuários, mas também os acompanhantes.
“O que seria de um playground sem um estar à sombra para os pais e as babás ficarem cuidando das crianças. Além daqueles tradicionais salões de festas, deve-se ter áreas que atendam a todos e que se encaixem no perfil de cada morador, incluindo até os cachorros da família.”- Daniel Dillenburg
Mas há casos em que o próprio conceito do residencial define como serão tratadas as áreas comuns. O público família necessita de um programa muito maior que o público single, principalmente voltado às crianças. “É necessária uma infraestrutura de clube para atender a todos. Já o público single precisa mais de facilidades, como lavanderia, academia, web space, etc. Mas nunca podemos esquecer dos espaços para confraternizar com os amigos”, explica Daniel.
Engana-se quem acha que os espaços de convivência deve ser ambientes neutros para agradar a todos. “Sempre é possível ousar desde que haja equilíbrio entre o paisagismo e a arquitetura. É esta relação bem resolvida que vai definir a qualidade da obra, pois o paisagismo complementa e valoriza a arquitetura”, conclui Daniel.