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Arquitetura

Acessibilidade, direito de todos

O direito de ir e vir ainda está em fase de adaptação, mas, as iniciativas já são comemoradas.

O censo do IBGE de 2000 revela que 24,5 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência física. O número representa 14,5% da população. No início da década de 80, a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), instituiu o dia 03 de dezembro como o dia internacional do deficiente físico, para que pudessem conseguir modificar as circunstâncias de vida dos deficientes em todo o mundo. Neste sentido, pode-se dizer que a sociedade já mudou muito nos últimos anos, mas, pode-se afirmar que ainda estamos em fase de adaptação.

A cidade de Curitiba é considerada referência mundial pelo seu conjunto urbanístico. Agora, a capital paranaense também pode se orgulhar por sediar a Adaptare, empresa voltada para a nova realidade da inclusão social. Segundo a empresária Mirella Prosdócimo, tetraplégica desde os 17 anos, a Adaptare surgiu em 2007 com o foco na entrada de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Além de ter encontrado muita resistência nesse meio de contratação entendemos que a conscientização precede a contratação”, enfatiza Mirella. Hoje, ao lado da sócia Tatiana Moura, as duas transformaram o foco principal da Adaptare para adequação de ambientes para receber Pessoas com Deficiência (PcD), passando pelo treinamento de pessoal e abrangendo a parte de produtos.

“Sabemos que não será de um dia para outro que vamos viver numa sociedade acessível e inclusiva”.
- Tatiana Moura.

E por falar em acessibilidade arquitetônica, nada como pensar no futuro endereço onde pretendemos morar. Encontrar o apartamento que caiba no orçamento, atenda a desejos de localização e de tamanho, assim como esteja prontamente acessível, nem sempre é uma tarefa fácil de realizar, mas, as incorporadoras estão cada vez mais atentas a essa questão.

A Thá Incorporadora, por exemplo, atende a questão da acessibilidade, efetivamente, nas áreas comuns. “Nos apartamentos projetamos as portas de entrada com 80 centímetros de dimensão, suficiente para acessar o ambiente com cadeira de rodas”, diz Valdecir Scharnoski, gerente de produto da Thá Incorporadora. Mesmo nos empreendimentos com número de pavimentos reduzido, a Thá prima pela presença do elevador, que permite que o morador portador de deficiência física possa residir também nos andares mais altos.

Scharnoski sugere ao PcD que adquiram suas unidades na planta e utilizem o recurso de personalização, porque, os empreendimentos depois de prontos, nem sempre podem receber as adequações necessárias. “Se não foram previstas no projeto, você vai depender do posicionamento de vigas e pilares para fazer as alterações”, conta. Portanto, se a ideia consiste em comprar empreendimentos mais antigos, vale consultar a construtora responsável para saber até que ponto o apartamento pode ser reformado sem comprometer a estabilidade do imóvel.

O que você acha que pode melhorar para os portadores de deficiência em sua cidade? Comente.

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  Publicado em: 11/10/2010
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Um comentário
kety cristina da silva 14 de março de 2012 às 20:28
gostei da iniciativa,pois tenho um irmao cadeirante e mau sai de casa,pois as ruas nao oferecem segurança.....e minha rua tbm tem muitas bocas de lobos q estao em má conservaçao....pois minha casa ja a presenta serias rachaduras..... gostaria de soluçoes....
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